Elas têm tico. Nós tocamos berimbau.
Fevereiro 25, 2008
A difícil arte de se esgueirar pelos cantos para mijar numa rua qualquer nunca foi problema para os homens. Agora tente explicar a uma mulher que mal existe em abrir a braguilha, arriar a cueca e liqüifazer todas aquelas toxinas que o organismo insiste em poupar?
Aquela passinho rídiculo de dançarinas do É o Tchan que elas têm de ensaiar quando bate a vontade de mijar em local público é o que de fato as irrita. Homens não precisam ficar de cócoras, levantar a tampa ou mesmo procurar um local apropriado. Tudo é uma questão de dar as costas ao público presente e fingir uma possível ligação telefônica. Uma das mão segura o celular enquanto a outra atende o chamado.
Elas, que tem um pênis ao avesso e ainda assim mijam para fora, reclamam não do ato em si. A discussão toda se dá em função das normas básicas de higiene: homens não lavam as mãos após o coito mictorial. E isso se dá pelo simples fato de que o pênis não só é mais limpo do que o nariz, a boca ou qualquer outra peça extra-corpórea, como também a última gota é sempre da cueca.
Mais fácil se elas mijassem de pé. Ou no mar.
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